5 Factos interessantes sobre a mineração de criptomoedas
Página principal Finanças, Mineração, Bitcoin, Criptomoedas
Tema do momento
28 Junho
2583 2k

Saiba um pouco mais sobre a atividade de mineração de criptomoedas com os factos curiosos que se seguem

A China é o maior «mineiro» de criptomoedas

5 Factos interessantes sobre a mineração de criptomoedas
AP Photo/Kin Cheung

A China é o maior jogador do mundo no que diz respeito à mineração de criptomoedas. Porém, os seus mineiros têm enfrentado crescente controlo da atividade por parte das autoridades (nomeadamente no que diz respeito ao consumo de energia), o que poderá resultar eventualmente em redução da capacidade de mineração. A China mantém, atualmente, cerca de 60-75% da rede de mineração de bitcoins.

É possível analisar o consumo de energia associado à mineração através do Bitcoin Energy Consumption Index da Digiconomist — ou do Ethereum Energy Consumption Index no que diz respeito à Ethereum.

Os custos associados à mineração continuam a aumentar

Muitos entusiastas das criptomoedas não passarão da mineração de criptomoedas a partir das suas casas, embora o custo do equipamento necessário e da energia consumida venha a aumentar. Para que a atividade se mantenha lucrativa os mineiros tendem a mudar-se para locais onde o custo da eletricidade é mais baixo.

Energia hidroelétrica barata está a tornar a Suécia e a Noruega locais de interesse — além da Islândia, o foco de mineiros de criptomoedas há já algum tempo. Segundo um estudo conduzido pela EliteFixtures, a Coreia do Sul é o país onde a mineração de uma Bitcoin sai mais cara e a Venezuela, por sua vez, é o local onde a mineração sai mais barata.

À medida que a mineração de criptomoedas se desenvolve também evolui o uso de energia associado. Destaca-se, por exemplo, o rápido aumento de grupos (pools) de mineração de criptomoedas a uma escala global. Alexander Blair, vice-presidente do departamento de Engenharia da Hosho, empresa focada na ciber-segurança de blockchains, explica que os grupos de mineração de criptomoedas são uma resposta natural às dificuldades que se colocam à mineração isolada — nomeadamente por existir amplo risco financeiro na mineração a solo.

«A mineração em grupo permite que indivíduos se juntem para tentar encontrar uma solução, partilhando as recompensas que derivam da mesma entre si. Estima-se, porém, crescente centralização com este método. Contudo, a questão não poderá ser resolvida por via técnica mas sim através de um contrato social, firmado entre programadores, mineiros e gestores dos grupos.» — Afirmou Blair.

São vários os protocolos de consenso utilizados

Em termos de algoritmos de consenso a General Taxonomy for Cryptographic Assets da Brave New Coin mostra que 30% dos ativos criptográficos estão a utilizar Proof of Work (PoW), 18% o Proof of Stake (PoS), 8% um híbrido de PoW-PoS e 4% novos mecanismos como o Proof of Capacity da Burstcoin ou o Proof of Importante da NEM.

Está a decorrer uma revolução verde no Canadá

A empresa canadiana Hydro Quebec hospeda 30 grandes mineiros de criptomoedas na sua rede e, de acordo com um relatório da Reuters, oferece das mais baixas taxas de eletricidade da América do Norte. Além disso, o vice presidente da Montreal International, Stéphane Paquet, considerou recentemente o Quebec um local «verde» no que diz respeito à Bitcoin.

Os «chips» para mineração de «bitcoins» não param de evoluir

Até agora verificaram-se essencialmente três fases ao redor da mineração de Bitcoin, com recurso a:

  • Unidades centrais de processamento (CPU), 2009-11: No início, qualquer computador ou portátil podia minerar facilmente bitcoins. O processador fornecia a capacidade de computação necessária.
  • Unidades de processamento gráfico (GPU), 2011-13: À medida que a Bitcoin foi aumentando de valor, passaram a ser usadas as placas gráficas para computadores de jogos. Resolviam problemas muito mais rapidamente que os computadores, mas eram mais caras.
  • Circuitos Integrados de Aplicação Específica (ASIC), 2013-presente: Com o valor da Bitcoin a subir acima de 1000 dólares em 2013 foi criado hardware propositado para a mineração de bitcoins. Os equipamentos ASIC são muito mais poderosos e eficientes a minerar que os GPU. Porém, são muito caros e alvo de críticas uma vez que a maioria das pessoas não tem capacidade para os comprar.
Leia também:
Por favor, descreva o erro
Fechar