7 Mitos comuns ao redor das Ofertas Iniciais de Moeda (ICO)
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22 Agosto
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Está a pensar envolver-se numa Oferta Inicial de Moeda (ICO)?

Recorde que se trata de um mecanismo de angariação de fundos relativamente recente — ou seja, com poucas provas dadas, apesar de todo o deslumbramento com a noção de que surge como forma fácil de assegurar fundos.

Existe, de facto, muita propaganda à sua volta. Porém, nem tudo o que é escrito sobre as ICO é verdade. Conheça, assim, alguns mitos e conceções erradas que circulam quanto às mesmas — para uma tomada de decisão mais consciente.

Espreite os 7 mitos comuns que se seguem antes de ir longe demais no caminho das ICO.

1. O sucesso das ICO é garantido

A morte e os impostos continuam as únicas garantias na vida, não o sucesso das ICO.

Na verdade, existe uma probabilidade bastante alta de ficar aquém dos seus objetivos de angariação de fundos. Em fevereiro de 2018, por exemplo, a Tokendata divulgou dados quanto às ICO de 2017. Nessa altura, 46% já tinham fracassado. Embora não tenha de desistir de lançar a sua própria ICO deve pensar duas vezes na sua visão, nos planos para implementação do produto e nos membros da equipa principal. O mercado das ICO está a ficar saturado, o que significa que os investidores têm mais opções de escolha — e não irão olhar duas vezes para uma ICO que pareça inconsistente ou à qual faltem componentes chave.

2. As ICO são rápidas

Sim, as ICO têm sido elogiadas enquanto alternativa rápida em relação ao processo de captação de recursos via capital de risco. Porém, estará muito enganado se acha que pode lançar uma ICO bem-sucedida em apenas algumas semanas. É necessário tempo para preparar um Livro Branco abrangente — que apresente a sua noção do mercado, o seu produto e o roteiro em vista.

Além disso, também leva tempo criar uma comunidade ou uma pegada digital grande o suficiente para atrair o interesse dos investidores. De acordo com a CoinTelegraph, a fase de envolvimento antes do lançamento deverá durar entre 6 meses e um ano, enquanto a fase de envolvimento pós-ICO deverá estender-se por três meses.

3. «Tokens» e criptomoedas são a mesma coisa

Embora estes dois termos sejam frequentemente usados como sinónimos não significam a mesma coisa. Existem diferenças-chave entre criptomoedas e tokens que devem ser entendidas por qualquer um que pretenda lançar uma forma patenteada de criptomoeda. As criptomoedas têm uma utilidade singular, e armazenam apenas um nível de valor. Os tokens, por sua vez, têm mais do que uma função e podem armazenar vários níveis de valor.

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4. Todos os conselheiros são especialistas

Nem todos os conselheiros são especialistas. Enquanto alguns estão dispostos a arregaçar as mangas e a lançar-se no desenvolvimento de um projeto com uma equipa e produto antes de uma oferta, outros assumem uma abordagem mais não intervencionista.

Quando se trata de escolher um conselheiro útil, capaz de ajudá-lo a planear um roteiro e a lidar com a logística da implementação técnica, será melhor alinhar-se com conselheiros que tenham experiência a trabalhar no nicho específico da sua criptomoeda — e que também tenham experiência a liderar o desenvolvimento global de uma organização.

5. As páginas de listagens são todas iguais

Existe uma ampla gama de páginas de listagens de ICO disponível. Porém, dentro deste nicho crescente, existem variações quanto à apresentação de detalhes dos projetos. Embora qualquer página que liste factos-chave e datas seja útil, as páginas que vão mais além do básico dão aos novos investidores mais informação com a qual trabalhar. Ao visitar uma página que liste ICO verifique os critérios da mesma para melhor entender como é que essa página específica analisa e avalia os projetos que apresenta.

6. Os Livros Brancos estão sempre corretos

Um Livro Branco incompleto ou fraudulento é uma grande bandeira vermelha. A TRON, por exemplo, foi acusada de ter plagiado o conteúdo do seu Livro Branco, o que reduziu a sua credibilidade na indústria.

7. A SEC não está a prestar atenção

A regulamentação da indústria continua em espera. Porém, só porque ainda nada foi definido, não significa que a SEC (e as suas pares em cada país) não esteja atenta ao que se passa no sector. A TechCrunch relatou em dezembro do ano passado que a SEC enviou à Munchee, uma empresa a lançar uma ICO, uma ordem de cessação e desistência, acusando-a de ter «mascarado» o seu security token por utility token. E este é só um exemplo.

À medida que o universo das ICO se expande é provável que mais mitos e equívocos circulem. Qualquer indivíduo que pretenda lançar uma ICO (ou investir numa ICO) deverá acompanhar as últimas tendências e atualizações do sector.

Fonte: Hacker Noon

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