5 Tipos de criptomoedas para uma carteira equilibrada
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2 Outubro
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Conheça um modelo de carteira composto por cinco tipos de criptomoedas — com diferente oferta em termos de desempenho para várias situações de mercado

São três os principais elementos a ter em consideração na construção de uma carteira de criptomoedas bem diversificada: o timing, a distribuição e a seleção de criptomoedas.

O timing concede clareza quanto ao que fazer quando o mercado se encontra em alta, em baixa ou estagnado. É um «ditado» comum do sector que devemos comprar quando o mercado se encontra em baixa e vender quando este se encontra em alta. Ao contrário do que poderá pensar, o bom timing não se relaciona com previsões quanto ao mercado. Em vez disso, trata-se de perceber em que estado se encontra o mercado — e de tomar decisões com base nisso.

A distribuição, por sua vez, trata-se da alocação de fundos a cada opção de investimento (a percentagem de fundos aplicada a cada criptomoeda dentro de uma cesta de investimentos) e a seleção de criptomoedas surge como uma triagem dos projetos nos quais apostar. Este artigo foca-se essencialmente na seleção de criptomoedas. Porém, o sucesso deste modelo depende também significativamente de bom timing e distribuição.

Nota: O trader Paul Tudor Jones diz que os investidores não devem focar-se em «fazer dinheiro», mas sim em proteger o que têm. Tendo isso em conta, assumimos que uma carteira de criptomoedas bem diversificada é uma carteira que se encontra estruturada para a manutenção de fundos. Conheça, assim, um modelo de carteira composto por cinco tipos de criptomoedas, com diferente oferta em termos de desempenho para várias situações de mercado.

5 Criptomoedas a deter para uma carteira bem-diversificada

1. A líder do mercado: Bitcoin

A Bitcoin é líder de mercado no mundo das criptomoedas. Não foi apenas a primeira a ser criada, é a maior em termos de capitalização de mercado — com uma vantagem significativa. Conta com oferta total de 21 milhões, destacando-se que mais de 17 milhões já se encontram em circulação.

A Bitcoin (Bitcoin) faz parte deste modelo de carteira por ser, precisamente, a líder — destacando-se que qualquer tendência ascendente do mercado que não envolva a Bitcoin acaba frequentemente como falsa viragem positiva.

A percentagem de bitcoins a deter numa carteira que siga este modelo deve ser substancial (talvez entre 30-60%) pois a adoção convencional irá certamente verificar-se em primeiro lugar com a Bitcoin — e só depois com outras criptomoedas.

2. A «stablecoin»: Tether

A Tether é uma criptomoeda vinculada ao dólar norte-americano: 1 USDT equivale sempre a 1 dólar norte-americano. A empresa detrás da Tether avançou que cada criptomoeda é suportada pelo respetivo valor real em dólares. Podem ser colocadas mais USDT em circulação aumentando a quantia de dólares na conta da empresa.

A Tether faz parte deste modelo de carteira pois oferece vantagem em mercados com tendência baixista. É importante que uma parte significativa da carteira se encontre em Tether — para a aquisição de outras criptomoedas a baixo preço quando se verificar queda do mercado.

A percentagem de Tether numa carteira bem-diversificada depende do estado do mercado: se estiver a subir e a crescer, deter até 60%; se se encontrar em queda, deter tão pouco como 15%. No entanto, deve ter sempre alguns tokens deste exemplar.

Outros exemplos de stablecoins: TrueUSD, Dai e Gemini dollar.

3. O «token» para rendimento passivo: NEO

A NEO é um projeto popular no mercado das criptomoedas essencialmente graças ao seu sistema de duas criptomoedas. A criptomoeda NEO representa participação na rede da NEO — que, por sua vez, paga GAS aos seus titulares.

Uma criptomoeda que gera rendimento passivo é extremamente relevante numa carteira de criptomoedas para o longo prazo. Esta característica única de se receber por se deter criptomoedas é desejável para tornar uma carteira bem-diversificada.

Além disso, o pagamento de GAS compensa as comissões de negociação — e é uma boa forma de lucrar num mercado estagnado.

A percentagem de tokens de rendimento passivo a deter depende da dimensão da carteira. Para carteiras grandes (com mais de 500 BTC), 5% poderá ser uma quantia adequada, consoante o estado do mercado. Noutros casos, a proporção poderá ser tão grande como 25%.

4. O «token» para a cobertura de riscos: BNB

O BNB é o token ERC-20 da plataforma de câmbio de criptomoedas Binance.

Qualquer indivíduo que negoceie na plataforma da Binance recebe um desconto de 25% (até ao segundo ano) sobre comissões quando paga com o token da plataforma. Além disso, a titularidade de 500 BNB ou mais proporciona aumento dos bónus de referência de 20% para 40%.

Inclui-se uma criptomoeda de plataforma neste modelo de carteira pois estas têm uma relação «isolada» perante outras criptomoedas. É a negociação na respetiva plataforma que determinará o estado da criptomoeda acima de tudo.

As criptomoedas de plataformas costumam ser menos afetadas pelo sentimento geral do mercado. Analisando o mercado no segundo trimestre deste ano destaca-se que as criptomoedas de plataformas sofreram consideravelmente menos do que todas as outras criptomoedas (excepto as stablecoins). Esta qualidade única torna uma criptomoeda de plataforma imprescindível numa carteira bem-diversificada.

O BNB, em concreto, é o token da maior plataforma de câmbio de criptomoedas por volume de negociação, o que o torna uma escolha sensata nesta categoria. A dimensão deste tipo de criptomoeda numa carteira deverá girar em torno de 10-20%.

5. O «token» para especulação futura: ICON

O ICON é um projeto que se foca na inter-operabilidade de blockchains. Num mundo futuro, com inúmeras blockchains, haverá necessidade de que estas comuniquem entre si. Este problema foi antecipado pelo projeto ICON, que procura criar uma solução.

Esta categoria chama-se especulação e a ICON foi escolhida com base no seu potencial futuro. É uma criptomoeda que poderá oferecer a hodlers um retorno de 100 vezes o investimento. No entanto, pode substituir a ICON por outra criptomoeda, com base nas suas crenças individuais.

Tenha apenas em mente que esta categoria deve ter a menor percentagem na carteira (entre 4-10%) pois comporta risco considerável e não oferece qualquer vantagem exclusiva.

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