Quantas «bitcoins» deve comprar
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29 Outubro
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Devo comprar «bitcoins»? Se não, por que não? E se sim, que quantidade? A resposta será provavelmente «não» se o seu objetivo de investimento for garantir aspetos como a reforma ou criar uma almofada financeira para dias mais complicados. Porém, em simultâneo há algumas boas razões para investir na Bitcoin e noutras criptomoedas. Conheça, assim, algumas sugestões de alocação de fundos com base em objetivos de investimento concretos.

Pretende algum risco extra para apimentar as coisas

Quantas «bitcoins» deve comprar
Fancycrave/Unsplash

O investimento na Bitcoin é sempre especulativo. O preço da criptomoeda tanto poderá subir como poderá cair a qualquer momento. Porém, trata-se de um investimento entusiasmante, que adiciona um elemento de risco à sua carteira — e por vezes o risco compensa. Alguns argumentam que a Bitcoin é valiosa pois não se encontra correlacionada com o mercado de ações, acrescentando diversificação e redução de risco a uma carteira de investimentos. Todavia, há razões para se suspeitar deste argumento. Uma indicação fiável de correlação exige décadas de dados e a Bitcoin só existe desde 2009 — e tal como o mercado de ações norte-americano, a criptomoeda tem vindo a subir desde então, mas também já caiu. Não podemos saber, assim, se pode servir de «proteção» contra risco financeiro caso, por exemplo, o mercado de ações experiencie queda significativa. Investir em criptomoedas para bem da diversificação será apenas especulativo nesta altura.

Alocação ideal: 5-10% da sua carteira, consoante a sua aversão ao risco

Teme um mundo onde tudo se desmorona

A Bitcoin poderá ser valiosa se o dólar norte-americano entrar em colapso ou se se verificar inflação severa. Poderá de facto haver algum valor em diversificar a sua titularidade de criptomoedas, especialmente se planeia viver no estrangeiro um dia. Porém, pode obter esse benefício com muito menos risco se detiver moeda apoiada por algum governo. É claro que existe sempre o risco de a civilização entrar em colapso e de todas as moedas apoiadas por governos valerem apenas o papel em que estão impressas. Nesse caso, a Bitcoin poderá ser a nossa principal moeda. No entanto, uma economia baseada na Bitcoin exigirá um bom serviço de Internet e não é claro que tal exista quando estivermos a viver com algo que se assemelhe aos Hunger Games.

Alocação ideal: 0% pois deve poupar o seu dinheiro para terapia (e enlatados)

Preocupa-se com a privacidade ou quer fazer algo ilícito

Outra grande vantagem das criptomoedas é a privacidade que proporcionam ao nível da titularidade e transações. Pode conduzir operações com total privacidade, ao contrário do que se verifica quando usa cartões de crédito. Algumas pessoas preocupam-se realmente com esta questão e se for essa a sua preferência o risco associado às criptomoedas será o preço a pagar pelo anonimato. Porém, esteja atento aos custos: vendedores na dark web por vezes queixam-se de que a volatilidade da Bitcoin prejudica os seus lucros.

Alocação ideal: 30-40%, consoante o volume das suas transações

Alguém está a chantageá-lo — ou quer estar preparado para tal

O relativo anonimato que a Bitcoin oferece também tem um lado negro. É como muitos criminosos fazem por vezes os seus negócios. Se for vítima de um ataque cibernético, saiba que os hackers costumam solicitar resgates em bitcoins. Terá de pagar, e ter algumas bitcoins à mão poderá ser útil. Pode funcionar como um seguro contra um ataque criminoso, o que num mundo cada vez mais conectado não é assim tão raro.

Alocação ideal: 1-5% da sua carteira, consoante a probabilidade de vir a ser alvo de ataque

Fonte: Quartz

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