A história dos gémeos Winklevoss: multi-milionários graças à Bitcoin
Zuma/TASS
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21 Setembro
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Cameron e Tyler Winklevoss, os gémeos que se tornaram conhecidos por terem processado Mark Zuckerberg quanto à criação do Facebook, são hoje indivíduos multi-milionários — nomeadamente graças a investimentos em criptomoedas.

Entre as suas iniciativas mais recentes destaca-se a união da sua plataforma de câmbio de criptomoedas Gemini a várias pares de referência — como a Bitstamp, a Bittrex e a bitFlyer USA — para o lançamento da Virtual Commodity Association, que poderá vir a tornar-se a base de uma associação auto-regulada de plataformas de criptomoedas nos Estados Unidos. A organização pretende desenvolver padrões comuns, inexistentes na indústria das criptomoedas, para aumentar a confiança dos investidores quanto a este mercado.

Saiba um pouco mais sobre os gémeos Winklevoss, a sua plataforma Gemini e o seu trabalho e investimentos em criptomoedas nos pontos que se seguem.

Quem são os irmãos Winklevoss?

Tyler e Cameron Winklevoss são dois empreendedores norte-americanos. Nasceram em Nova Iorque a 21 de agosto de 1981 e foram criados em Greenwich, no Connecticut. Estudaram na prestigiosa Universidade de Harvard entre 2000 e 2004, formando-se em Economia.

Em 2004 tornaram-se famosos — depois de terem processado Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, alegando que a ideia por detrás da famosa rede social era originalmente sua (tinham criado a ConnectU). Em 2008 receberem 65 milhões de dólares com o encerramento do processo.

A ConnectU (originalmente HarvardConnection) foi uma rede social lançada a 21 de maio de 2004. Foi fundada por três alunos de Harvard, os gémeos Winklevoss e Diva Narendra, em dezembro de 2002. Os utilizadores da plataforma podiam adicionar outros utilizadores como amigos, enviar-lhes mensagens e atualizar os seus perfis pessoais.

A batalha entre os gémeos e Zuckerberg foi adaptada a cinema em 2010 resultando no filme The Social Network ou A Rede Social.

Tyler e Cameron participaram nos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim, na China, na competição de remo masculino a pares.

Em 2009 começaram um MBA na Saïd Business School da Universidade de Oxford — que completaram no ano seguinte.

Em abril de 2013 a dupla investiu cerca de 11 milhões de dólares na Bitcoin (Bitcoin). Na altura, uma Bitcoin valia apenas 120 dólares. Hoje o seu investimento está avaliado acima de mil milhões de dólares.

A plataforma de câmbio de criptomoedas Gemini

Tyler e Cameron anunciaram a sua plataforma de câmbio de criptomoedas Gemini em janeiro de 2014 — e a mesma foi para o ar a 25 de outubro de 2015.

Sediada em Nova Iorque a Gemini tornou-se rapidamente uma das mais respeitadas plataformas de criptomoedas — permitindo a compra, venda e armazenamento de ativos digitais. É regulada pelo Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova Iorque.

A Gemini ocupa atualmente a 41ª posição no ranking das maiores plataformas de câmbio de criptomoedas do mundo (dados de hoje). Permite o câmbio de Bitcoin, Ethereum e ZCash e os gémeos afirmaram que pretendem acrescentar a Bitcoin Cash e a Litecoin à sua listagem.

Todos os métodos de pagamento são totalmente gratuitos na plataforma. No entanto, as transferências bancárias para a mesma poderão estar sujeitas às comissões do banco de onde saem os fundos.

A taxa para cada par de negociação é determinada pelo volume total de negociação do utilizador. As taxas para ordens em bloco são fixas para todos os pares de negociação.

Como medida adicional de segurança, apenas uma pequena percentagem das bitcoins detidas pela Gemini é mantida online. A maioria é mantida offline para minimizar potencial perda (nomeadamente através de ataques de hackers).

Entretanto, em abril deste ano a Reuters relatou que a Gemini se encontrava a aumentar a supervisão da negociação de criptomoedas recorrendo a tecnologia de vigilância do mercado da Nasdaq Inc. — para detetar manipulação e operações fraudulentas.

E em maio a Gemini anunciou uma parceria com a Caspian, uma plataforma de negociação de criptomoedas para investidores institucionais.

«A nossa nova parceria com a Gemini irá ajudar-nos não apenas a aumentar a nossa base de utilizadores como também a fornecer conectividade sofisticada e inter-operabilidade entre várias plataformas de criptomoedas,» afirmou Robert Dykes, diretor executivo da Caspian.

No mês passado a Securities and Exchange Commission dos EUA rejeitou o segundo pedido de Cameron e Tyler quanto à listagem do primeiro Fundo Transacionado em Bolsa (ETF) de Bitcoin em plataforma regulada. A agência avançou que, entre outros, não apoiava o argumento dos irmãos de que o mercado de criptomoedas é «exclusivamente resistente a manipulação». Também destacou questões como risco de fraude e proteção dos investidores.

Os primeiros multi-milionários do sector

Em 2013 os gémeos avançaram ao The New York Times que detinham mais de 11 milhões de dólares em bitcoins, quando a criptomoeda era negociada ao redor de 120 dólares a unidade. Na altura os irmãos terão comprado 1% de todas as bitcoins em circulação.

Entretanto tornaram-se multi-milionários — com o preço da Bitcoin a subir exponencialmente no final do ano passado. Hoje, apesar da forte queda de valor das criptomoedas este ano, os gémeos Winklevoss continuam otimistas quanto à futura adoção das criptomoedas.

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