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22 de Outubro de 2018

A DX Exchange é uma plataforma de criptomoedas sobre a qual os meios de comunicação falam há algum tempo. E com razão, dado o seu particular perfil: encontra-se baseada na infraestrutura e mecanismo de correspondência da Nasdaq, não cobra comissões de negociação (a utilizadores que negoceiem até 50 mil euros por mês) e é regulada pela lei da Estónia. E não fica por aqui.

O seu diretor executivo, Daniel Skowronski, avançou no recente Delta Summit (que teve lugar em Malta) que no início de 2019 a plataforma será complementada por uma plataforma de câmbio de security tokens, a DXS.

Falámos sobre este projeto e as últimas notícias relacionadas com a DX com Amedeo Moscato, diretor de operações da plataforma desde julho.

O lançamento da DX foi anunciado em maio. O que mudou desde então?

Em primeiro lugar começámos a lidar com questões de marketing.

De seguida, adotámos uma abordagem que acho que é única na indústria. Trata-se de um comportamento caracterizado pelo respeito total pela comunidade, pelo cliente final, pelo trader e pelo investidor.

Procuro sempre aprender com os erros dos outros — e se considerarmos o que aconteceu em outubro-novembro do ano passado e em janeiro-fevereiro deste ano, quando as plataformas foram invadidas por novos clientes e não conseguiram responder aos seus pedidos, torna-se claro que existe um problema muito sério.

Não importa se quer comprar Ethereum ou Bitcoin na minha plataforma ou quanto quer gastar, tenho de respeitá-lo. Porém, a maioria das plataformas apenas fala Inglês. Em tudo, desde o processo Know Your Customer (KYC), à página oficial e à comunicação [com os clientes].

A abordagem da DX Exchange é, em vez disso, multilingue. De momento a página está disponível em cinco idiomas* e estão a ser adicionados mais. Alguns dos planeados são o Árabe e o Turco e no total esperamos ter entre 10 a 15 idiomas.

Esta abordagem irá não só afetar a página como também o apoio ao cliente, o [processo de] KYC, as redes sociais e toda a comunicação.

*Nota: no momento de publicação desta entrevista a plataforma já conta com oito idiomas: Inglês, Italiano, Espanhol, Francês, Russo, Chinês, Coreano e Japonês.

O que pode dizer-nos do «token» nativo da plataforma?

Acabámos de lançar o nosso token, o DXCash. O token será usado pelos clientes na plataforma. Podem comprá-lo, vendê-lo e usá-lo para pagar as comissões.

A economia do token aplica-se toda dentro da plataforma. De momento estará apenas presente na mesma. Porém, se outros quiserem listá-lo, estamos dispostos a cooperar.

A DX era para ter sido lançada, inicialmente, em junho. Porém, só estará disponível em novembro. Qual a razão?

A plataforma tem sofrido alguns atrasos. O que é natural quando se tem de lidar com criptomoedas e tecnologia em geral — [destacando-se] que quando lida com criptomoedas e segurança tem de ser muito cuidadoso. Queremos lançar o nosso produto com o melhor da nossa capacidade.

Neste momento estamos numa fase de testes beta, altura em que utilizadores selecionados aleatoriamente têm acesso à plataforma. [Esta fase] irá terminar no final deste mês. Depois a plataforma será lançada dentro de 10-15 dias.

Um dos elementos que pode decidir a longevidade de uma plataforma é a liquidez, o que é sinónimo do envolvimento de investidores institucionais. A colaboração com a Nasdaq ajuda-vos no contacto com este tipo de clientes?

Estamos ativos nessa frente e há contactos fortes com clientes institucionais. Não só existe muito interesse como já houve mais do que um acordo. Também deve ser acrescentado que o peso da parceria com a Nasdaq é um fator importante especialmente quando se aborda manipulação de mercado, um problema que existe neste sector e que não vale a pena ignorar.

A DX Exchange é regulada pela lei da Estónia. Pode dizer-nos mais sobre isso? Por que razão Talin e não, por exemplo, Valeta?

A verdade é que temos a nossa licença da Estónia há já algum tempo, mesmo antes de Malta começar a falar sobre querer tornar-se a «ilha da blockchain». É claro, falavam sobre isso, mas não como agora.

Na verdade creio que foi apenas uma questão de timing. A Estónia estava pronta e nós queríamos lançar [a nossa plataforma].

Com Malta tínhamos discussões com o pessoal do primeiro-ministro. Houve contactos diretos há alguns meses. Mesmo antes, posso dizer agora, de a Binance fechar o seu mega acordo. E no fim não seguimos esse caminho apenas por um número de razões internas, embora não o tenhamos excluído para o futuro. Não estamos a discuti-lo com Malta de momento, mas é uma discussão que pode ser retomada a qualquer altura.

Então como é que a DXS, a vossa plataforma de «security tokens», se encaixa no contexto do discurso regulatório?

De momento estamos a trabalhar para termos as permissões necessárias para sermos capazes de listar security tokens. Se quisermos conseguir Malta também podemos fazê-lo, não é um problema. Pelo contrário, temos todos os requisitos para tal, tendo já passado o escrutínio regulatório na Estónia e depois de termos fechado acordo com a Nasdaq.

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