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Descubra como funciona e para que serve este colosso.

Graças à aprovação de financiamento por parte do Gabinete de Ciência do Departamento de Energia dos E.U.A., a construção da maior câmara digital do mundo vai em breve começar. A câmara vai ser montada no Grande Telescópio de Levantamento Sinótico (do inglês Large Synoptic Survey Telescope ou LSST) da Fundação Nacional para a Ciência no topo de uma montanha no Chile, onde irá fotografar, com belíssimo detalhe, o céu noturno do sul ao longo de uma década. A câmara vai ser montada no Laboratório de Aceleração Nacional do Centro de Aceleração Linear de Stanford (SLAC) do Departamento de Energia (DOE), gerido pela Universidade de Stanford. O sensor foi desenhado pelo Laboratório Nacional de Brookhaven, fundado pela Universidade de Nova Iorque Stony Brook and Battelle, uma organização de ciência aplicada sem fins lucrativos.

Nesta interpretação do artista, o espelho primário do LSST é visto através da fenda da cúpula ao pôr-do-sol. Imagem por cortesia do Grande Telescópio de Levantamento Sinótico/ Departamento de Energia

O espelho do telescópio foi construído numa oficina de 6 andares abaixo do estádio de futebol da Universidade do Arizona. O primeiro espelho de duas superfícies do mundo para um telescópio foi moldado num forno de cerca de 355 m2 e a aproximadamente 1204 °C a partir de 22 toneladas de vidro fundido. O espelho mede 68cm.

Vamos aos números

3.200 mil milhões de pixéis: A sua Canon 5DR tem 52MP de resolução? Aww. Esta tem 3,2 gigapixéis de elevada resolução. Ou seja 3200MP.

1,8m x 3m: a câmara é do tamanho de um carro pequeno.

A câmara LSST foi criada para proporcionar um amplo campo de visão com uma amostra e amostra espectral melhor que 0,2 segundos de arco em cinco ou mais bandas de 400 nanómetros a 1060 nanómetros. A câmara inclui um filtro e, se necessário, capacidade disparadora. Imagem por cortesia do Grande Telescópio de Levantamento Sinótico/ Departamento de Energia

2.812kg: a câmara pesa 2.812kg. É muito mais do que um carro pequeno. E com bagagem.

201 sensores individuais: tem 201 dispositivos sensores de carga acoplada (CCD) personalizados (189 para tirar fotografias, 12 para orientação e focagem).

21 submosaicos: cada sensor mede 3,8cm e estão posicionados em matrizes de 3 x 3 de 9 sensores através da criação de 21 submosaicos. A montagem deve ser totalmente plana e com uma inclinação até 10 mícrones em qualquer direção.

250 mícrones: a distância entre cada submosaico para minimizar a perda de luz entre os sensores é de 250 mícrones.

10 mícrones: o tamanho de cada píxel.

Amostra de 0,2 segundos de arco: isto permite uma sensibilidade de pixel em relação à resolução em pixéis.

25,2 polegadas: a superfície de formação de imagem é maior que 2 polegadas em diâmetro.

Um desenho tridimensional do design da base da cúpula com um corte para mostrar o interior do telescópio. Imagem por cortesia do Grande Telescópio de Levantamento Sinótico/ Departamento de Energia

3.000 canais de dados: a imagem de cada CCD está dividida em 16 segmentos para um processamento paralelo. Os submosaicos de 9 sensores proporcionam 144 pontos de visualização para mais de 3.000 canais de dados.

11.000.000.000.000 de bits por dados por hora: quando for ligado, o telescópio vai produzir 11 biliões de bits de dados por hora.

6.000.000 de gigabytes: todos aqueles biliões de bits somam 6 milhões de gigabytes por ano – o equivalente a tirar 800.000 fotografias com uma câmara digital de 8MP todas as noites.

200.000.000.000.000.000 bytes: nunca tinha ouvido falar de um petabyte até hoje; prevê-se que esta coisa vai produzir até 200 petabytes de dados.

1.500 TVs de HD: se quisesse expor uma das imagens do LSST, precisaria de 1.500 televisões de alta-definição na sua sala de estar. A B&H está a vender televisões.

186 metros quadrados: a sala limpa construída para criar a câmara mede 186 metros quadrados e tem 2 andares.

15 segundos: a maioria dos telescópios astronómicos precisam de vários minutos para captar uma imagem no escuro da noite. O LSST, devido ao facto de cada sensor ter componentes eletrónicos personalizados vai demorar 15 segundos a fazê-lo, dividindo a informação em milhares de bits discretos.

$168.000.000: a quantia em dólares americanos atribuída para a construção da câmara.

A câmara do LSST vai incluir um mecanismo de mudança de filtro e de disparador. Esta animação mostra o mecanismo em ação, que permite à câmara ver vários comprimentos de onda; a câmara tem capacidade de captar luz desde comprimentos de onda (0,3- 1 μm) próximos do ultravioleta e do infravermelho. (Laboratório de Aceleração Nacional do SLAC)

800 imagens panorâmicas: o telescópio vai combinar todas as noites essas exposições em 800 fotografias panorâmicas para captar galáxias nos limites do universo, assim como asteroides próximos que estejam a deambular pelo céu da noite.

5.000.000.000 de galáxias: a câmara do LSST irá apresentar ao pormenor imagens de 5 mil milhões de galáxias sem precedentes.

2.700 metros: o telescópio vai ser montado no topo da montanha Cerro Pachon a uma altitude de 2.700m acima do nível do mar.

3,5 graus: o campo de visão de 3,5º vai permitir que o LSST produza um levantamento completo de todo o céu noturno a cada 3 dias.

Num única fotografia, a câmara do Grande Telescópio de Levantamento Sinótico de 3,2 gigapixéis vai captar uma área do céu que é 40 vezes mais o tamanho da lua cheia, ou quase 10 graus quadrados do céu. (Laboratório de Aceleração Nacional do SLAC)

40 luas: a cobertura do campo de visão total da câmara podia conter 40 luas cheias.

25 por cento: um quarto do universo é feito de matéria escura. Para observar este efeito no espaço, o LSST vai testemunhar como a lente gravitacional dobra a luz de estrelas distantes.

70 por cento: os cientistas sabem que o universo acelera à medida que se expande. A energia escura, uma força que pode corresponder a 70% do universo, poderá ser a causa disso. O LSST vai ser capaz de medir a expansão e a aceleração.

3 dimensões: os dados do LSST em conjunto com o Google Earth vão criar um mapa 3D do universo e permitir que qualquer pessoa com um computador ligado à internet possa voar virtualmente pelo espaço.

Um desenho tridimensional da base da câmara do LSST com um corte para mostrar o funcionamento interno. Imagem por cortesia do Grande Telescópio de Levantamento Sinótico/ Departamento de Energia

10 anos: o levantamento do cosmos por parte do LSST vai demorar 10 anos, a partir de 2022.

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