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15 de Janeiro de 2018
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É a Bitcoin mais um brinquedo para os mais ricos do mundo?

É uma questão que analistas do Credit Suisse exploraram num grande relatório dedicado às criptomoedas e à blockchain — enviado aos seus clientes na semana passada.

“A concentração de riqueza num pequeno grupo de endereços, seja de indivíduos ou de plataformas de câmbio, significa que alguns jogadores-chave podem ter uma influência massiva no mercado de bitcoins.” — Avançou o banco.

A riqueza encontra-se assim bastante concentrada no ecossistema da Bitcoin: 97% de todas as bitcoins são detidas por 4% de todos os endereços de Bitcoin que existem, de acordo com o banco. A instituição financeira afirmou que, assim, a concentração de riqueza aponta para a utilização da Bitcoin como reserva de valor, semelhante ao ouro.

“Proporções significativas de bitcoins e de outras criptomoedas estão aparentemente a ser detidas como bens preciosos, restringido severamente o fluxo e disponibilidade das criptomoedas.” — Continuou o banco.

2017 foi um ano arriscado para investidores focados na Bitcoin. A criptomoeda disparou para o máximo histórico de quase 20.000 dólares em dezembro, tendo terminado o ano com aumento de 1.300%. Quanto à sua capitalização de mercado destaca-se que disparou de 15,6 mil milhões de dólares no início de 2017 para mais de 320 mil milhões de dólares em dezembro, de acordo com dados do Coinmarketcap.

Estima-se que 2018 seja novamente um ano relevante para o mercado de criptomoedas.

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