Como funcionam as carteiras de criptomoedas?
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27 Agosto
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Uma carteira de criptomoedas é um software que permite que envie e receba criptomoedas, como a Bitcoin (Bitcoin). Estas carteiras podem ser utilizadas para vários tokens de cada vez. No entanto, a maioria apenas suporta um número limitado de criptomoedas.

As carteiras de criptomoedas são usadas para armazenar «chaves privadas»: longos códigos hexadecimais apenas conhecidos por si e pela sua carteira. Combinada com uma chave pública, a chave privada da sua carteira permite que aceda aos seus fundos — e que os use.

Existem vários tipos de carteiras, nomeadamente em hardware, ocasionalmente ligado à Internet para realização de transações. Porém, as chaves privadas também podem ser apontadas em papel, um método conhecido como «armazenamento a frio».

Existem também carteiras de criptomoedas semelhantes às aplicações bancárias tradicionais. Pode aceder ao seu saldo a partir de vários dispositivos — e os seus fundos não desaparecerão para sempre se perder o seu telemóvel ou se se esquecer da palavra-passe.

Quais os passos envolvidos na criação de uma carteira?

Em primeiro lugar tem de decidir como quer aceder à mesma.

Vai utilizar o seu telemóvel? Computador? Quer entrar numa página ou usar hardware que guarde as suas chaves offline? Tenha em consideração que algumas carteiras não funcionam em todas as plataformas.

De seguida tem de determinar se a carteira que planeia usar suporta as criptomoedas nas quais investe ou detém — e garantir que tem boa reputação e é fiável.

A maioria das fornecedoras de carteiras oferece um guia passo-a-passo para a utilização da mesma, e o processo não é muito diferente da configuração de uma conta de correio eletrónico. Lembre-se que vale a pena criar uma cópia de segurança das suas chaves privadas.

Posso ter problemas por ter uma carteira de criptomoedas no meu país?

Uma mão cheia de países impôs leis contra as criptomoedas — e outros têm vindo a alertar que a regulamentação do sector está para breve.

A Bitcoin é proibida no Paquistão, no Nepal, na Argélia, no Cambodja e na Bolívia — e é ilegal pagar com bitcoins na Macedónia, no Vietname e no Bangladesh. O Equador também proibiu as criptomoedas, mas planeia lançar a sua própria criptomoeda no futuro. Quanto aos restantes países, na maioria vive-se uma situação cinzenta (possível regulamentação para breve).

Se a empresa por detrás da carteira conhecer as minhas chaves privadas poderá furtar as minhas criptomoedas?

Tem de realizar as devidas diligências quando tiver optado por uma carteira.

Em teoria, a empresa fornecedora da carteira poderá usar as suas chaves privadas para roubar os seus fundos. Já houve casos de utilizadores que não foram capazes de levantar fundos das suas carteiras, com as fornecedoras a entrar em colapso.

Assim, procure carteiras bem estabelecidas no mercado, que ofereçam tecnologia de ponta para proteger os seus ativos. Tendo em conta que são muitas as opções disponíveis, leia avaliações e explore os prós e contras de cada fornecedor. Desta forma tomará uma decisão informada.

O que posso fazer para manter as minhas criptomoedas seguras?

Tente usar opções de armazenamento a frio sempre que possível, especialmente se estiver a guardar criptomoedas para uma altura complicada (como poupança). O armazenamento a quente é ideal para quando precisa de aceder aos seus fundos facilmente para transações frequentes.

Esteja alerta para software malicioso que possa comprometer a segurança do seu computador ou telemóvel — e para correio eletrónico alegadamente do seu fornecedor. Uma mensagem genuína conterá informação que só o mesmo conhecerá. Uma mensagem de «phishing», de burlões, geralmente imita os logotipos e a linguagem usada pelas empresas oficiais para proporcionar uma falsa sensação de segurança.

Se olhar com atenção para os endereços de correio eletrónico poderá detetar pistas, como pequenos erros de digitação ou um domínio diferente — transformando, por exemplo, noreply@coineth.com em no_reply@coinneth1.io.

Enviaram-me criptomoedas mas a minha carteira está vazia! Quanto tempo demoram a chegar?

Tal depende da rapidez das confirmações na blockchain. Pode variar entre transações, ou mesmo entre criptomoedas.

O padrão para a Bitcoin são seis confirmações antes de a transferência ser completada, e esse processo pode levar cerca de uma hora consoante a quantidade de atividade na rede.

Outras criptomoedas poderão exigir um maior número de confirmações, mas tal não significa necessariamente que a transação seja mais lenta. Por exemplo, embora sejam necessárias 24 confirmações para a transação de Ether, a mesma poderá ser concluída em minutos.

Tinha fundos na minha conta, mas agora estou a zeros. Para onde foi o meu dinheiro?

Tal poderá decorrer de as suas criptomoedas terem sido transferidas para armazenamento a frio.

Algumas fornecedoras de carteiras movem os fundos de endereços de depósitos para armazenamento a frio para manter as chaves e os ativos dos seus utilizadores seguros.

Quando estes utilizadores pretendem realizar um pagamento, os seus ativos são transferidos do armazenamento a frio para o endereço de pagamento desejado.

Obterei novos «tokens» caso se verifique um «fork» da «blockchain»?

Os forks (bifurcações numa rede) podem ser utilizados para lançar novas criptomoedas — e pode demorar algum tempo até a sua carteira suportar a nova criptomoeda (destacando-se que há carteiras que não suportam forks de todo).

Geralmente os programadores por detrás das carteiras analisam os forks e, quando possível, verificam a nova blockchain em busca de comportamento suspeito. Se não existir evidência do mesmo, é provável que a carteira suporte o fork. Os utilizadores que já detiverem tokens receberão o novo ativo.

Este processo nem sempre é lento. A Freewallet, por exemplo, lançou uma carteira de Bitcoin Cash dois dias depois do fork à rede da Bitcoin e forneceu logo novos tokens para os utilizadores. Foi a primeira a suportar o fork.

Fonte: CoinTelegraph

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